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Posts com a Tag ‘Horta’

Ações comunitárias contribuem para a sustentabilidade local

terça-feira, 17 de novembro de 2009

toronto_picnicHá algum tempo, mostramos uma iniciativa nos Estados Unidos que gerou diversos bons resultados: o Crop Swap, que nada mais é do que um cooperativa formada pela população de Sacramento, na Califórnia. Juntos, eles decidiram dar fim ao desperdício e formaram uma feira de trocas. A grande lição a ser tirada dessa atitude é que a colaboração coletiva gera sim resultados positivos.

Outro grande exemplo de ação conjunta pode ser encontrado em São Paulo. A prefeitura paulistana, desde 2005, regulamenta um programa no qual cidadãos ou organizações da cidade podem adotar uma praça pública, ficando assim responsáveis pela sua manutenção. A ideia foi se desenvolvendo e, em 2008, surgiu o programa Zeladores da Praça, que ainda fornece um auxílio financeiro para que alguns moradores da região se responsabilizem por cuidar da limpeza da praça, assim como de sua área verde.

Esse é um exemplo de ação pública voltada para o cumprimento de atividades sustentáveis que, de forma localizada, contribuem não apenas para a beleza de uma determinada região, mas também para a sua própria segurança. No entanto, mesmo que na sua cidade ainda não exista projetos do tipo, uma simples pitada de boa vontade já é o suficiente. Na zona oeste da capital, por exemplo, um grupo de moradores formou o Movimento Boa Praça. Eles se reúnem para realizarem um piquenique e, também, para alertar os frequentadores do local sobre a importância de se cuidar do bem público.

Bom, seja com uma horta comunitária, um minhocário comunitário ou uma feira de trocas comunitária, mobilize-se. Veja o que pode ser feito no seu bairro e convide seus vizinhos.

Hortoterapia: um remédio natural

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
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Hortas servem como "distração" para pacientes.

Você já deve ter perdido a conta de quantas vezes o ECOPRÁTICO colocou uma horta nas casas que visitou ou mostrou alguma dica de jardinagem aqui no blog. Esse tipo de espaço possui várias vantagens: tem função decorativa, insere mais verde no ambiente da casa e até mesmo fornece alimentos orgânicos para a família.

Como se tudo isso não bastasse, hortas e jardins ainda permitem um maior contato com a natureza, que é justamente o grande princípio da hortoterapia, uma técnica que estimula a recuperação de doenças físicas ou mentais simplesmente por meio do envolvimento com plantas e flores.

Grandes hospitais no mundo todo, como o Albert Eistein ou o Santa Catarina, ambos em São Paulo, utilizam os jardins para funções terapêuticas. Eles acalmam os pacientes e lhes dão maior motivação para se recuperarem.

E então, existe mais algum motivo para você não fazer uma horta ou um jardim na sua casa?

Quintal de Casa

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ser ecoprático é uma questão de atitude. Mais do que qualquer outra coisa, é preciso vontade para querer mudar o mundo. E vontade não foi o que faltou para Luiz Fernando, engenheiro e cidadão exemplar.

Há cerca de oito anos, quando mudou-se para o bairro do Morumbi, na capital paulista, Luiz Fernando reparou em um problema e apresentou uma solução. “Logo que mudei, vi o terreno em frente de casa, com muito mato, sujo, descuidado e resolvi ocupá-lo com uma atividade útil”. Nasceu assim, o projeto Quintal de Casa.

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Crianças da escola Guilherme Dumont Villares visitam a horta.

Durante todo esse tempo, Luiz vem cuidando, sozinho, de um espaço público próximo a sua casa. Um verdadeiro gesto de cidadania. A intenção é fazer com que a área seja, de fato, o quintal de casa para os moradores da região do Morumbi. Além disso, a atividade permite que as pessoas entendam na prática alguns conceitos ouvidos no dia a dia, como sustentabilidade, alimento orgânico, meio ambiente. Isso porque no terreno são plantadas cerca de 60 tipos ervas, frutas e verduras, como alface, cenoura, salsinha, alho poró, melão, aspargo etc.

Apesar de já colher bons frutos – literalmente – a iniciativa enfrenta alguns problemas. “Eu que mantenho pessoalmente. Não tenho apoio de ninguém, pelo contrario: como se trata de uma área pública, conto com pequenos furtos, e pessoas que entram lá para depredar”, explica Luiz Fernando.

Caso você tenha se interessado pela iniciativa e quiser colaborar na manutenção do loca, visite o site e entre em contato!

Oak Park Crop Swap

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Oak Park é uma comunidade da cidade de Sacramento, na Califórnia, que desde o ano passado implementou um projeto que é tão simples quanto efetivo: o Crop Swap. O objetivo não poderia ser mais nobre: acabar com o desperdício de alimentos.

Os moradores de Oak Park que de alguma forma cultivam frutas, legumes ou verduras, seja numa grande horta ou num cantinho do quintal, têm a possibilidade de se encontrarem uma vez por semana para trocar os alimentos que estiverem sobrando. A única regra do Crop Swap diz respeito à forma de cultivo dos alimentos, necessariamente orgânica.

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Tudo começou em meados de 2008, quando alguns residentes da comunidade resolveram criar uma horta comunitária. Como a ação levaria muito tempo até gerar resultados, eles deram início ao Crop Swap. Dessa forma, todas as segundas-feiras, das seis às sete horas da noite, sempre de junho a setembro, alguns membros do Oak par se encontram para a troca de frutas, verduras, flores e até mesmo dicas de jardinagem.

Como se tudo isso não bastasse, a iniciativa ainda produziu um resultado exemplar: uma maior aproximação das pessoas da comunidade, que começaram a se conhecer melhor e a desenvolver um senso maior de coletividade.

High Line Park

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O ECOPRÁTICO sempre deixou bem claro que é a favor do verde: quanto mais plantas houver em casa, melhores os benefícios. Não à toa nós sempre deixamos uma hortinha ou jardim de “herança” para as famílias que visitamos. A nossa intenção é passar a mensagem de que plantas são essenciais para a qualidade de vida e, sobretudo, podem ser cultivadas em qualquer lugar.

No entanto, a cidade de Nova York levou a ideia a sério e, com uma atitude proporcional ao seu posto de maior cidade do mundo, inaugurou um verdadeiro parque no meia da cidade. Até aí, claro, nada de diferente. Porém, o detalhe: ele está localizado ao longo de um viaduto a nove metros de altura do chão.

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Não é tão charmoso quantos os jardins suspensos da Babilônia, mas a ação é bem interessante. O objetivo é criar um lugar mais bucólico onde as pessoas possam se “refugiar” da correria cotidiana. Além disso, o High Line Park incorpora elementos tipicamente urbanos, como é o caso do grafite.

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Se você ainda não possui um jardim ou pequena horta na sua casa ou apartamento, depois dessa não há mais desculpas, certo?

Ecodicas para a sua plantação

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não tem jeito. A mania de jardins e hortas do ECOPRÁTICO fez mais uma vítima: a casa da família Reis da Silva. Dessa vez, a equipe do programa plantou não apenas um pequeno jardim de temperos ao lado da cozinha, como também colocou seis canteiros com azaleias na laje, o que deixou a fachada da casa bem mais bonita.

Por ser uma atitude que requer pouco esforço, mas que pode gerar resultados bem significativos, o blog do ECOPRÁTICO apresenta abaixo algumas dicas para quem está pensando em plantar sua própria horta doméstica.

1. Antes de mais nada, verifique as necessidades de sua família. Veja quais são os alimentos mais consumidos, os temperos mais utilizados, o que vocês gostam de comer e, a partir daí, deem início à plantação;

2. Dependendo da região em que você mora, alguns temperos podem ser relativamente caros. Plantá-los pode significar um boa economia na conta do supermercado;

3. Se espaço for um problema, seja criativo. Alguns recipientes que estão; jogados de lado podem servir como vasos para a sua pequena horta ou jardim. Uma simples garrafa PET ou até mesmo uma velha cesta de frutas podem ser soluções inteligentes para as suas necessidades;

4. Tome cuidado com a localização do jardim ou da horta. Evite cultivá-lo perto do ar-condicionado, de áreas de fumo ou em locais de baixa luminosidade;

Na casa da família Reis da Silva, a horta foi colocada o mais próximo possível da cozinha. Tudo pela praticidade.

Na casa da família Reis da Silva, a horta foi colocada o mais próximo possível da cozinha. Tudo pela praticidade.

5. Deixe sua plantação ainda mais orgânica, criando o hábito da compostagem. Dessa maneira, suas plantas terão todos os nutrientes necessários para crescerem saudáveis e vigorosas;

6. Faça uma pesquisa sobre as espécies que você for plantar para saber se elas não necessitam de cuidados especiais ou se, por exemplo, desenvolvem raízes maiores do que o lugar em que você pretende plantá-las pode suportar. Nesse caso, uma boa recomendação é seguir a ecodica do telespectador Juliano Sanches.

7. A coletividade é sempre um bom caminho. Hortas comunitárias podem representar uma boa economia, já que os custos da manutenção são divididos entres os participantes do plantio.

Bom, essas são algumas dicas para quem está pensando em cultivar seu próprio jardim ou horta. Se você tiver mais alguma sugestão, deixe aqui nos comentário e compartilhe seu conhecimento como todos!!

Horta Urbana

sábado, 30 de maio de 2009
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Plantação comunitária em São Bernardo do Campo (SP). Foto de Marcos Lima.

Há alguns dias, o blog do ECOPRÁTICO levantou algumas questões sobre os prós e contras dos alimentos orgânicos. No entanto, a telespectadora e internauta Germana Viana, em um de seus comentários, tocou num ponto interessante relacionado ao assunto: as hortas urbanas.

Nos últimos tempos a idéia de se criar um horta em centros urbanos vêm ganhando cada vez mais espaço. Seja como um simples passatempo, como ferramenta terapêutica ou com objetivos comerciais, o resultado é sempre positivo: mais verde nas grandes cidades.

Uma outra vantagem das hortas urbanas é a popularização dos produtos orgânicos. Com a produção local, perto do mercado em que será consumido, os custos do alimento (transporte e mão-de-obra) caem consideravelmente, o que torna possível que um número maior de pessoas comecem a ter uma alimentação orgânica, o que é mais saudável não apenas para elas próprias, mas também para o meio ambiente.

Essas hortas podem ser cultivadas de diversas maneiras – algumas são comunitárias, em que um pedaço de terreno (geralmente cedido ou alugado) é usado para a plantação, e outras até mesmo são mantidas em telhados de casas e de prédios.

Se na sua cidade ainda não surgiram iniciativas de hortas urbanas ou comunitárias, reúna o pessoal do seu bairro e busque junto à prefeitura (ou a alguém que seja proprietário) a cessão de um terreno para dar início a essa bela idéia. Maiores informações podem ser obtidas no site da ONG Cidades sem Fome.

Jardim de Ervas

quinta-feira, 23 de abril de 2009
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Na casa da família Ferreira, o jardim fica bem ao lado da entrada da cozinha.

Recentemente, vimos aqui no blog do ECOPRÁTICO que um simples ato de compra envolve toda uma cadeia de ações que consome recursos naturais, matérias-primas e energia. Na obtenção de um tênis, por exemplo, estão abrangidos alguns pontos como: o uso de matéria-prima não renovável (como derivados do petróleo), a embalagem do produto (que se não for de material reciclado consome mais matérias-primas e mais energia), o transporte para os pontos de venda (processo com alta emissão de gases do efeito estufa) e o descarte desse tênis (que se não for apropriado, degrada o meio ambiente).

No entanto, é óbvio que a maioria das pessoas não tem condições de fabricar seus próprios calçados, já que é um processo de alta complexidade para os padrões de vida atual. Por outro lado, criar um jardim de ervas é muito mais simples, pois a agricultura está na base do desenvolvimento humano. A grande vantagem de se ter um jardim desse tipo é que, produzindo parte de seu próprio alimento, você se insere cada vez menos na cadeia de consumo e evita parte dos gastos de recursos naturais ligados a ela. Sem contar que um jardim de ervas é garantia de produtos naturais e saudáveis o ano todo.

Passo-a-passo

Além de ser um tempero extremamente aromático, o manjericão também serve para problemas estomacais.

Mais do que um tempero aromático, o manjericão também ajuda a combater problemas estomacais.

Não é preciso um local muito grande para a plantação do jardim; vai depender das suas necessidades e do que você deseja cultivar. É possível usar um canteiro qualquer ou até mesmo garrafas PET (corte a parte superior e encha com terra). Plantá-lo próximo à cozinha é uma boa idéia, já que os ingredientes estarão sempre em mãos. É importante dizer também que a terra precisa estar fertilizada para que as ervas cresçam em toda a sua potencialidade. A fertilização pode ser obtida pela adição de um composto orgânico ao solo.

Ervas também precisam de exposição à luz solar para se desenvolverem (cinco ou seis horas por dia são o suficiente), por isso tome cuidado com a localização do plantio. Preste atenção também à drenagem do solo, pois ervas não se adaptam muito bem a locais extremamente úmidos, o que pode causar o apodrecimento das raízes. O problema pode ser resolvido criando o jardim em um lugar inclinado ou então adicionando uma camada de aproximadamente 5cm de areia áspera sob a camada de terra fértil.

As espécies a serem cultivadas são inúmeras: orégano, cebolinha, manjericão, salsa, hortelã, erva-doce, alecrim e por aí vai. A hortelã, em especial, precisa ser aparada com freqüência, pois caso contrário dominará o jardim. Na hora de colher, espere a erva chegar em seu auge, o que via de regra ocorre pouco antes dela florescer.

Além de servirem como temperos, as ervas também têm propriedades medicinais, principalmente quando preparadas sob a forma de chá. Para saber as propriedades de algumas delas, clique aqui.


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