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Arquivo da Categoria ‘Estrutura’

Faça você mesmo: minhocário

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

minhocarioNojentas, pegajosas, feias, estranhas… Por mais variados que sejam, os adjetivos usados em relação às minhocas não costumar ser dos melhores. No entanto, apesar de não serem os bixos de estimação mais populares do mundo,  esses animaizinhos possuem uma característica bem sustentável: eles acentuam o processo de compostagem natural.

No nono episódio do ECOPRÁTICO, mostramos alguns dos benefícios de se ter um minhocário em casa. O produto pode ser encontrado comercialmente em diversos tamanhos, variando de acordo com a quantidade de lixo orgânico produzido pela casa. Todavia, nem sempre é possível achar lugares que vendam o produto. Em casos assim, a solução recai no faça-você-mesmo.

Basicamente, o minhocário consiste de três caixas (de preferência de cor escura) que são sobrepostas umas às outras. Nesse site é possível ver mais detalhadamente o procedimento.É importante ressaltar alguns detalhes. O minhocário deve ser mantido longe da luminosidade. As duas caixas superiores geralmente possuem furos entre uma e outra para que as minhocas possam trocar de ambiente quando uma delas estiver cheia. Portanto, pode acontecer de minhocas caírem na caixa de baixo (onde fica o chorume). A solução é simples: coloque um tijolo junto à lateral da parte de dentro dessa caixa inferior para que as minhocas possam retornar à caixa de cima. Além disso, minhocas vermelhas da califórnia (Eisenia foetida) são as mais comuns em minhocários, portanto, não se confunda na hora de escolher as espécies a serem usadas.

PS: Confira os comentários do post para conferir as importantes contribuições que alguns leitores do blog deixaram em relação ao assunto.

Minhocário comunitário

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Como todos devem saber, o ECOPRÁTICO adora jardins, hortas e similares. Afinal de contas, não se pode ter um estilo de vida sustentável sem a presença do verde, de um ambiente natural. E dos vários tipos que existem, – vertical, de temperos, comunitário -, esse último possui um qualidade singular: ajuda na integração da comunidade local. Com isso, não apenas melhora-se o convívio entre os moradores, como até mesmo a segurança da região.

Obviamente, uma horta comunitária possui uma capacidade de produção de alimentos bem maior do que uma horta que atenda apenas às necessidades de uma única família. Com isso, ela também acaba gerando, quase sempre, mais resíduos orgânicos. Qual é, portanto, a solução?

Bom, antes de mais nada, é sempre importante ressaltar a importância de se aproveitar o máximo possível das frutas, legumes e verduras na produção de alimentos. No entanto, vez ou outra acontece de sobrar alguma casca ou folha que não pôde ser aproveitada previamente. Pode parecer pouca coisa, mas num horta comunitária a quantidade desses resíduos orgânicos acaba sendo bastante elevada. Sendo assim, para uma horta comunitária nada melhor do que um… minhocário comunitário!

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Sem dúvida alguma, o modelo de minhocário apresentado no blog é de grande utilidade. Porém, ele é mais utilizado em proporções familiares; não em grandes quantidades como é o caso. E apesar de um modelo mais robusto de minhocário ser fabricado de outra maneira (clique aqui para ver mais), os resultados são os mesmos: biofertilizantes de excelente qualidade e ajuda ao meio ambiente.

Captação de água da chuva: dicas

terça-feira, 29 de setembro de 2009
chuva

Do céu à sua casa: água da chuva pode significar uma economia considerável na conta de água!

Nas últimas semanas, muitos telespectadores e internautas nos enviaram e-mails solicitando maiores informações sobre captação de água da chuva. Há alguns meses, comentamos como esse tipo de sistema pode ser facilmente instalado em algumas residências, como foi o caso da família Lyrio.

E se você também está interessado em ter um sistema de captação de água da chuva, não se “precipite”. A seguir, o ECOPRÁTICO mostra mais algumas dicas importantes que devem ser levadas em conta antes de se iniciar a instalação:

1) Há várias formas de se captar a água da chuva. Você pode contratar uma empresa especializada, o que lhe custaria algo entre cinco e sete mil reais, ou fazer um sistema mais simples que, dependendo do material que você já disponha, pode sair por menos que 300 reais. A principal diferença entre um modelo e outro é a capacidade de água a ser captada (maior no primeiro) e a tecnologia envolvida na sua elaboração (muito mais acessível no segundo).

2) Caso você pretenda usar a água da chuva na rede de canos da residência, é necessário criar um encanamento paralelo ao de água potável. Assim, essa nova tubulação ficará responsável por abastecer a casa em suas necessidade não potáveis, como vasos sanitários e torneiras de jardins.

3) Nem toda cisterna precisa ser subterrânea. É possível simplesmente usar um recipiente de grande capacidade, como os barris de 200 litros que o ECOPRÁTICO utilizou nos episódios. Além disso, a primeira alternativa precisa ter sua viabilidade verificada por um profissional especializado.

4) Alguns modelos requerem uma bomba para enviar a água da cisterna até a tubulação. Nesses casos, é sempre bom fazer a ressalva que a bomba é movida por energia elétrica, ou seja, um gasto a mais num dispositivo inicialmente pensado para economizar. Em via das dúvidas, opte pela força da gravidade.

6) Cuidado na hora de escolher o tipo de calha. Decida pela que mais se adapte à construção de sua casa.

7) As calhas levarão a água até a cisterna, mas antes que ela chega até esse ponto, faça um “ladrão” para que a primeira água (que contém mais sujeira e resíduos sólidos) não seja aproveitada. O “ladrão” consiste numa tubulação pela qual a água cai antes de chegar à cisterna.

8­) O excedente de água de chuva da cisterna deverá ir para a rede de água pluvial. No entanto, ela também poderá passar primeiramente por um jardim de chuva, sendo eliminado apenas o excedente.

Brise para ambientes quentes

terça-feira, 25 de agosto de 2009

phoenix_centre_500Uma das maneiras mais eficientes de aumentar a iluminação natural em qualquer ambiente é por meio de janelas bem amplas. Quanto menos paredes e mais janelas, mais luz! Uma equação simples, é verdade, mas eis que aparece o “x” da questão: junto com a luminosidade vem o calor.

Calor e luz caminham sempre juntos e não há quem os separe. O jeito é encontrar soluções que atenuem os efeitos de um ou de outro. Como vimos no episódio quatro do ECOPRÁTICO, a simples instalação de uma cortina já serve como uma barreira ao calor.

Porém, há quem prefira medidas esteticamente mais elaboradas. Assim, os brises surgem como uma boa pedida. O brise é uma espécie de persiana que é usada no lado de fora das construções. Costuma ser feito com materiais não condutores de calor, como a madeira, por exemplo. Há ainda modelos de brises em que as lâminas são móveis, o que possibilita um maior controle da ventilação e da luz.

Casa com sustentabilidade

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

manual-do-arquiteto-descalcoA maioria das habitações brasileiras não foi construída de acordo com critérios sustentáveis. Até mesmo pelo fato da sustentabilidade ser um conceito relativamente novo, somente de alguns anos para cá ela se incorporou de vez ao campo da engenharia, da arquitetura, do design.

Boa parte da “insustentabilidade” de uma construção é o fator desperdício, principalmente em pequenas obras e reformas, pois muitas vezes falta conhecimento técnico básico. Um instrumento bacana para isso são os manuais práticos de construção como o livreto Mãos à Obra, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), onde a pessoa irá encontrar uma série de dicas para a reforma e construção de sua casa. Ele mostra, por meio de uma linguagem simples e ilustrativa, os conhecimentos básicos para que ninguém tenha maiores problemas no futuro.

Outra publicação que ajuda bastante é o Manual do Arquiteto Descalço. De autoria do arquiteto holandês Johan van Lengen, que mora no Brasil e coordena o Centro de Rreferência TIBA, o livro não apenas disseca as várias etapas de uma construção, como também apresenta métodos e materiais ecologicamente viáveis, o que sem dúvida alguma colabora com qualquer casa que se quer sustentável.

Por fim, é sempre bom ressaltar que mesmo com a ajuda de livros e apostilas sobre construção civil, a orientação de um profissional especializado é essencial para garantir total segurança a você e a sua família!

Telhas ecológicas feitas com tubos de pasta de dente

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Em alguns dos episódios do ECOPRÁTICO, dentre as diversas mudanças estruturais que fazemos nas casas visitadas, usamos telhas produzidas a partir de tubos de pasta de dente.

O produto, que faz sucesso entre os telespectadores do programa, possui algumas vantagens como: alta resistência (suportam até 150kg/m2, dependendo do fabricante), são extremamente leves, antichamas e e possuem ótimo nível de isolamento térmico.

telha_pasta_de_dente

Telha usada no episódio 10.

No entanto, a maior vantagem é o fato de serem feitas, em geral, 100% com materiais reciclados e/ou recicláveis (no programa, usamos os produtos da Alluse). Bom, junto com o tijolo ecológico e a tinta de terra, já é possível começar uma reforma ou construção bem sustentável!

Caixas de feira viram móveis

sexta-feira, 26 de junho de 2009
zouk

Livraria transformou caixas em estantes.

Se você quer ver uma cena nada agradável, basta ir à feira quanto ela estiver prestes a ser encerrada (a famosa “xepa”). A probabilidade de você encontrar alimentos e caixotes espalhados pelo chão é bastante alta. Mas se não há muito o que possa ser feito com as frutas e hortaliças jogadas pela feira, os caixotes podem adquirir utilidades bem interessantes.

A editora Zouk, de Porto Alegre, pensou nisso e resolveu fazer dos caixotes estantes para uma de suas três livrarias. A reutilização desse material conferiu à livraria um clima bastante autêntico e acolhedor, sem contar, claro, a vantagem ambiental da atitude.

Mas se você não tem uma livraria, fique tranquilo. O blog Vi, Gostei, Bloguei juntou algumas imagens da internet, mostrando que os caixotes podem virar móveis bem charmosos na decoração de um casa.

Ecodicas para a sua plantação

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não tem jeito. A mania de jardins e hortas do ECOPRÁTICO fez mais uma vítima: a casa da família Reis da Silva. Dessa vez, a equipe do programa plantou não apenas um pequeno jardim de temperos ao lado da cozinha, como também colocou seis canteiros com azaleias na laje, o que deixou a fachada da casa bem mais bonita.

Por ser uma atitude que requer pouco esforço, mas que pode gerar resultados bem significativos, o blog do ECOPRÁTICO apresenta abaixo algumas dicas para quem está pensando em plantar sua própria horta doméstica.

1. Antes de mais nada, verifique as necessidades de sua família. Veja quais são os alimentos mais consumidos, os temperos mais utilizados, o que vocês gostam de comer e, a partir daí, deem início à plantação;

2. Dependendo da região em que você mora, alguns temperos podem ser relativamente caros. Plantá-los pode significar um boa economia na conta do supermercado;

3. Se espaço for um problema, seja criativo. Alguns recipientes que estão; jogados de lado podem servir como vasos para a sua pequena horta ou jardim. Uma simples garrafa PET ou até mesmo uma velha cesta de frutas podem ser soluções inteligentes para as suas necessidades;

4. Tome cuidado com a localização do jardim ou da horta. Evite cultivá-lo perto do ar-condicionado, de áreas de fumo ou em locais de baixa luminosidade;

Na casa da família Reis da Silva, a horta foi colocada o mais próximo possível da cozinha. Tudo pela praticidade.

Na casa da família Reis da Silva, a horta foi colocada o mais próximo possível da cozinha. Tudo pela praticidade.

5. Deixe sua plantação ainda mais orgânica, criando o hábito da compostagem. Dessa maneira, suas plantas terão todos os nutrientes necessários para crescerem saudáveis e vigorosas;

6. Faça uma pesquisa sobre as espécies que você for plantar para saber se elas não necessitam de cuidados especiais ou se, por exemplo, desenvolvem raízes maiores do que o lugar em que você pretende plantá-las pode suportar. Nesse caso, uma boa recomendação é seguir a ecodica do telespectador Juliano Sanches.

7. A coletividade é sempre um bom caminho. Hortas comunitárias podem representar uma boa economia, já que os custos da manutenção são divididos entres os participantes do plantio.

Bom, essas são algumas dicas para quem está pensando em cultivar seu próprio jardim ou horta. Se você tiver mais alguma sugestão, deixe aqui nos comentário e compartilhe seu conhecimento como todos!!

Tijolo Ecológico

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Em tempos de sustentabilidade, cada vez mais nos acostumamos com palavras relacionadas a esse universo e cada vez mais surgem produtos e serviços que são ecologicamente corretos. E entre essas diversas opções que o mercado nos oferece, uma delas é o tijolo ecológico.

O tijolo ecológico, ou BTC (bloco de terra comprimida), numa linguagem mais técnica, é fabricado por um processo bem diferente do tijolo convencional: ao invés de ser levado a um forno para ser cozido e adquirir resistência, o BTC é produzido simplesmente pela mistura de terra, cimento e água, que depois é prensada até adquirir uma consistência ideal.

Obra em Albertina (MG) feita pelo nosso arquiteto sustentável, o Xico: tijolo pode ser feito com a terra do próprio local.

Obra em Albertina (MG) feita pelo nosso arquiteto sustentável, o Xico: tijolo pode ser feito com a terra do próprio local.

Uma das vantagens desse tipo de tijolo é que como ele dispensa a parte da queima, consequentemente emite menos gases poluentes na atmosfera. Ele também ajuda na redução do desperdício, pois permite que alguns resíduos de construção civil possam ser utilizados como matéria-prima para a sua fabricação. Além disso, a terra usada na sua composição, quando possível, é extraída do próprio local onde a obra será construída, o que evita o transporte desses materiais e, portanto, também reduz bastante o impacto ambiental. Outra vantagem, dessa vez de ordem econômica, reside no fato dele dispensar o uso de argamassa (devido a seu sistema de encaixe), o que pode baratear o custo final obra.

Apesar de num primeiro momento as pessoas ficarem desconfiadas com esse tipo de produto, o BTC é tão resistente quanto o tijolo comum. Ele também possui um desempenho térmico muito melhor que as alvenarias de tijolos e blocos cozidos, pois deixa a casa mais fresca durante o verão e, no inverno, aquece mais facilmente.

Uma simples idéia para melhorar o bem-estar

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Para uma casa ser 100% sustentável, além de economizar energia e recursos naturais, é imprescindível que ela propicie uma excelente qualidade de vida a seus moradores. Não à toa, o “bem-estar” é um dos dez eco-critérios analisados pelo ECOPRÁTICO nas famílias visitadas pelo programa.

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A interação na casa de Wolf e Júlia melhorou com a abertura na sala.

Mesmo sendo um fator importante na busca pela sustentabilidade, em muitos casos, a questão do bem-estar pode ser aprimorada com algumas simples medidas. E foi exatamente o que aconteceu na casa dos Semer. O fato do Wolf trabalhar por várias horas diárias na cozinha fazia com que ele se “isolasse” nesse ambiente da casa. Dessa maneira, o horário disponível para aproveitar a convivência com amigos e familiares ficava limitado.

A solução encontrada foi extremamente simples: a equipe do programa fez uma abertura na parede que separa a cozinha da sala de estar. Com isso, o Wolf agora pode conversar e interagir com as pessoas da sala mesmo quando estiver preparando seus deliciosos quitutes! Ainda por cima, a medida melhorou a entrada de luz e a ventilação na casa.


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